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Berezovsky queria voltar para a Rússia

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Berezovsky queria voltar para a Rússia

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A morte inesperada do oligarca russo, Bóris Berezovsky, representa o fim de uma era de magnatas surgidos na Rússia no período pós soviético.

Com Boris Ieltsin fez fortuna na vaga de privatizações de empresas estatais, ajudou-o depois na segunda eleição com o seu grupo empresarial de média contra o candadito comunista, Zyuganov.

Berezovsky, que começou o seu império com vendas de automóveis, após estudos na área das ciências, fez fortuna com a companhia petrolífera Sibneft .

Paralelamente multiplicou as incursões no mundo da política ao integrar a delegação chechena chefiada pelo Presidente Aslan Maskhadov, no meio da primeira crise.

Berezovsky teve um papel principal nas negociações de paz com os rebeldes chechenos e ajudou a implementar os acordos de pacificação da primeira guerra, mesmo se há quem denuncie a sua ligação ao comércio de armas na região.

Foi em 1997 que passou para dentro da cena política ao ser eleito deputado no parlamento e chefe do Conselho de Segurança Russo.

O próprio Berezovsky terá sugerido a nomeação de Putin como presidente na altura da renúncia de Elstine mas, pouco tempo depois no ano 2000, a sua relação com Vladimir Putin degrada-se e o oligarca decide exilar-se no Reino Unido.

A partir do exílio passou a ser um dos mais críticos e ativos opositores do atual presidentes russo.

A sua descida aos infernos começara e agudizou-se com
a acumulação de problemas financeiros. O golpe fatal veio com a derrota no julgamento que o opunha a um outro oligarca russo, Abramovich.

Nesta batalha jurídica perdeu seis mil milhões de euros.

Numa entrevista recente a um jornalista da revista Forbes Bóris Berezovsky confessou o seu desejo de voltar para a Rússia. Disse ainda que a sua vida já não fazia sentido.