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Chipre: fatura da crise vai ser paga por acionistas e depositantes

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Chipre: fatura da crise vai ser paga por acionistas e depositantes

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A crise da banca no Chipre parece estancada pelo menos para já.

O acordo alcançado esta madrugada em Bruxelas evita o colapso do sistema financeiro e a eventual saída do país da zona euro.

O plano dispensa o voto no Parlamento cipriota, mas promete gerar novos protestos já que a reestruturação da banca vai ser paga por acionistas e aforradores com depósitos superiores a 100 mil euros.

O governo cipriota diz que esta foi a solução possível

“Vamos fazer tudo o que for possível para que funcione porque não temos outra alternativa. Esperamos que nos próximos anos o Chipre tenha uma economia capaz de responder há necessidades da população” afirma o ministro dos Negócios Estrangeiros cipriota, Ioannis Kassoulides. .
Nicósia vai encerrar o segundo maior banco do país e restruturar o Banco de Chipre em troca de um empréstimo de 10 mil milhões de euros.

O programa de assistência tem, ainda de ser aprovado em vários parlamentos como é caso do alemão.

“Esta solução vai ao encontro daquilo que consideramos correto, ou seja, socorrer os sistema financeiro cipriota. Além disso, permite reduzir o tamanho do setor para que se ajuste ao da economia nacional” refere o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble.

“O acordo alcançado durante a noite é duro, mas não havia outra solução. Porque é aquilo a que o ministro das finanças francês chama de economia de casino. O sistema cipriota era incomportável” afirma Laurent Fabius, ministro dos Negócios Estrangeiros francês.

A primeira tranche do empréstimo é esperada em Nicósia no início de maio.