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França e África do Sul recusam mudança de poder na Republica Centro-Africana

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França e África do Sul recusam mudança de poder na Republica Centro-Africana

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A França juntou a voz à África do Sul e fez saber esta segunda-feira que não reconhece a mudança de poder na Republica Centro Africana. O governo de Paris reforçou, inclusive, o contingente militar na região de forma a proteger o aeroporto, nomeadamente os voos internacionais.

Na base de tudo isto está o golpe de estado liderado pelo grupo rebelde Seleka, que este domingo tomou de assalto Bangui, capital da Républica Centro-Africana. Pelo menos dois portugueses, dos 30 que residem no país, viram as suas casas assaltadas, na sequência deste golpe de estado.

Com o novo presidente de visita à Tanzânia, a China também já tomou posição no conflito da Republica Centro-Africana. “Esperamos que as partes envolvidas no conflito se foquem no essencial, que recuperem a estabilidade, promovam a união e o desenvolvimento do país tão cedo quanto possível. A China estará ao lado da comunidade internacional na promoção da paz e estabilidade na Republica Centro-Africana”, afirmou Hong Lei, porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros chinês.

O líder do grupo rebelde que depôs no domingo o presidente François Bozizé, na capital Bangui, garantiu, entretanto, a permanência do atual primeiro-ministro centro-africano no governo de transição e prometeu a realização de eleições livres no espaço de três anos.

A África do Sul, por fim, não alinha em alegadas “cantigas” e vai manter no país o contingente militar que tinha enviado em janeiro. Dos cerca de 200 soldados sul-africanos deslocados para a Republica Centro-Africana, 13 morrerem em confrontos com os rebeldes. O presidente sul-africano, apesar disso, garantiu que vai manter os militares no país porque, sublinhou Jacob Zuma, “como membro da União Africana, a África do Sul rejeita qualquer tentativa de conquista do poder pela força.”