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Golpe de Estado na Republica Centro-Africana custa suspensão na UA

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Golpe de Estado na Republica Centro-Africana custa suspensão na UA

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Bangui, a capital da Republica Centro-Africana, é uma cidade em sobressalto desde domingo, quando o grupo rebelde Seleka tomou de assalto o palácio presidencial e assumiu o poder no país. Foi um golpe de Estado aproveitado por muitos para instalar o caos no país.

Pilhagens um pouco por toda a parte atingiram também as casas de pelo menos dois portugueses. Não se registaram, contudo, quaisquer vítimas entre os cerca de 30 portugueses residentes naquele país africano. A situação caótica e a tomada do poder pela força das armas levaram mesmo a União Africana (UA) a suspender a Republica Centro-Africana enquanto membro da organização.

O presidente centro-africano eleito, François Bozizé, conseguiu escapar ao ataque dos rebeldes e, segundo ja foi confirmado, está refugiado nos Camarões, enquanto a família foi acolhida na vizinha Republica Democrática do Congo.

A França e a África do Sul reagiram esta segunda-feira ao golpe de Estado e anunciaram não reconhecer a mudança de poder na Republica Centro-Africana. Os dois países, aliás, marcam presença militar na zona de conflito. Os franceses deslocaram para Bangui um contingente militar de forma a controlar o aeroporto e os voos internacionais, enquanto os sul-africanos, que haviam enviado em janeiro cerca de 200 soldados para aquele país, não recuaram face aos 13 mortos entre os seus soldados, na sequência de confrontos com os rebeldes. O presidente Jacob Zuma decidiu manter a presença militar na Republica Centro-Africana porque, explicou, “como membro da União Africana, a África do Sul rejeita qualquer tentativa de conquista do poder pela força.”