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União Europeia e FMI salvam Chipre da falência


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União Europeia e FMI salvam Chipre da falência

O acordo para salvar Chipre da falência foi alcançado esta noite com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em troca da ajuda de 10 mil milhões de euros será encerrado o Popular Bank of Cyprus, conhecido como Laiki, com perdas consideráveis para os depósitos acima de 100 mil euros.

O presidente do Eurogrupo tranquilizou os pequenos depositantes:
“Gostaria de sublinhar que estas medidas não afetam os depósitos abaixo de 100 mil euros. E não deverá haver dúvidas sobre isso. Reafirmamos hoje a importância de garantir completamente esses depósitos na União Europeia”.

A troika dá o dito por não dito, quanto à taxa sobre todos os depósitos, mas, como era esperado, impõe ao Chipre um plano duro de aceitar.

O Laiki será em parte absorvido pelo Banco do Chipre, com um contributo de 9 mil milhões de euros.

A jornalista da Euronews em Bruxelas, Efi Koutsokosta, resume assim o alívio de Chipre:
“Depois de uma maratona de negociações continuamente adiadas.. saiu finalmente fumo branco do edifício do Conselho Europeu. Nicósia vai assim receber a primeira tranche dos dez mil milhões de ajuda no início de maio e vai ser criado um dispositivo especial para ajudar a economia cipriota”.

Chipre: "Evitámos o desastre de sair da zona euro"

Depois de uma semana de incertezas, a zona euro deu luz verde ao plano da troika para evitar a bancarrota de Chipre. Em troca da manutenção do país no euro, é criado mais “um membro do clube da austeridade”.

Salvar a banca cipriota passa pelo fecho do segundo maior banco do país, com perdas “importantes” para os depósitos superiores a cem mil euros e a salvaguarda dos depósitos abaixo desse valor.

“Não é que tenhamos vencido uma batalha, mas evitámos o desastre de sair da zona euro” – As palavras são do ministro das Finanças cipriota, Michael Sarris, que avisa que o mais difícil ainda está para vir. “Não acredito que as pessoas não estejam conscientes que vamos viver tempos difíceis e que vamos sofrer as consequências de um longo momento em que foram tomadas decisões erradas”, acrescentou Michael Sarris.

Enquanto decorriam as negociações em Bruxelas, as ruas de Nicósia foram palco de um protesto. Muitos dos manifestantes são trabalhadores bancários cujos empregos e pensões estão em risco.
Os cipriotas denunciaram a falta de capacidade negocial do governo junto da “troika” e mostraram que não querem ser reféns de um resgate que hipoteque o presente e o futuro do país.

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