Última hora

Última hora

Anulada a absolvisão de Amanda Knox

Em leitura:

Anulada a absolvisão de Amanda Knox

Tamanho do texto Aa Aa

O rosto angélico de Amanda Knox regressa às manchetes internacionais.

O Supremo Tribunal italiano anulou a sentença de absolvição da jovem norte-americana e do ex-noivo, e ordenou a repetição do processo pela violação e assassínio da estudante britânica Meredith Kercher, em 2007. O novo julgamento será, provavelmente em Florença, no próximo ano, mas tudo indica que Amanda Knox sera julgada à revelia. Os advogados da defesa mostram-se surpreendidos.

Carlo Dalla Vedova, advogado de Amanda Knox:

“Ela pensava que o pesadelo tinha terminado, mas é uma pessoa muito forte, no sentido em que está disposta a continuar a lutar. Já o fez ate agora e vamos continuar a fazê-lo.”

Giulia Bongiorno, advogada de defesa de Raffaele Sollecito (ex-advogada de políticos como Giulio Andreotti) apenas disse que “o combate ainda não terminou.”

O drama que provocou tensões diplomáticas, produziu-se numa casa de Perugia, a 1 de novembro de 2007. Uma jovem estudante britânica com uma bolsa Erasmus, Meredith Kercher, apareceu selvaticamente assassinada, por 43 facadas e violada.

Seis dias depois, a colega com quem partilhava a casa, Amanda Knox, de 21 anos, foi detida com o namorado, Raffaele Sollecito. Posteriormente, a polícia deteve o marfinense Rudy Guede, suposto autor da violação.

O primeiro julgamento, que arranca em 2009, estabelece que a jovem britânica foi assassinada por se negar a participar num “jogo sexual”. Rudy Guede teria violado Meredith, enquanto Knox a apunhalava, ao mesmo tempo que Sollecito a segurava. Todos estavam sob efeito de drogas e de álcool. As versões contraditórias dos arguidos e as provas de ADN levam ao veredito em dezembro: 26 anos de prisão para Knox e 25 pára Sollecito. Guede, que negociou um julgamento breve e à parte foi condenado a 16 anos.

Mas em 2011, o caso foi reaberto quando foram conhecidos os testes de ADN. Em outubro, Knox e Sollecito foram absolvidos.

Amanda Knox regressou imediatamente aos Estados Unidos, depois de passar quatro anos na prisão. Enquanto os Media britânicos e italianos retratavam a jovem como promíscua, mentirosa, dependente de drogas e dada a festas, do outro lado do Atlântico, a rapariga aparecia como um modelo de boa conduta, vítima dos erros da justiça italiana.

Amanda Knox falou aos Media, quando regressou a casa:

“O mais importante é agradecer a todos os que acreditaram em mim e apoiaram a minha família.”

O caso suscitou tanto interesse que foi realizado um filme que alimenta todas as especulações.

Duz-se, agora, que os testes de ADN terão sido contaminados. mas o Supremo Tribunal ainda vai demorar a explicar porque anulou a sentença, apesar de ter adiantado que o processo foi ferido de viola4ões da lei e falta de lógica.