Última hora

Última hora

Cipriotas apreensivos com acordo

Em leitura:

Cipriotas apreensivos com acordo

Tamanho do texto Aa Aa

O acordo de resgate de Chipre foi alcançado alcançado esta segunda-feira mas a economia do país continua parada. O pacto firmado com a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional prevê um empréstimo de 10.000 milhões de euros e implica a reestruturação do sistema financeiro.

Os bancos da ilha estão encerrados até quinta-feira, provocando a ira e o desânimo da população.

“Isto é mau para a economia. Não deviam deixar os bancos estar tanto tempo encerrados. Os negócios estão mortos e as pessoas têm fome. Isto perturba a população”, refere um cipriota.

Outro considera que “este é um grande problema pois está tudo vazio. Os negócios não estão a funcionar e não há dinheiro. Se o Banco Central Europeu coloca limites aos nossos levantamentos, isso fará com que as pessoas corram para os bancos para tentarem sacar o que têm.”

O resgate aos bancos de Chipre


  • O resgate vai implicar uma reestruturação importante do setor bancário de Chipre.

  • O segundo maior banco do país, o Laiki, vai ser dividido em dois – com uma nova instituição a ficar com os “ativos tóxicos” – e, de seguida, desmantelado.

  • Os depósitos inferiores a 100 mil euros, que estão garantidos pelas leis europeias, vão ser transferidos para o Banco de Chipre, o maior do país.

  • Os depósitos superiores a 100 mil euros, que não estão garantidos, vão ser transferidos para a instituição criada para absorver os ‘ativos tóxicos’, com perdas significativas para depositantes e acionistas em resultado do processo de liquidação do banco Laiki.

  • Os depósitos na instituição que vai gerir a massa falida – e os superiores a 100 mil euros no Banco de Chipre – vão ser congelados e utilizados para pagar as dívidas do Laiki e para recapitalizar o Banco de Chipre. As perdas para estes depositantes podem atingir os 40%, segundo algumas fontes.


O acordo prevê o encerramento do maior banco do país, o Laiki Bank e uma redução considerável do setor bancário cipriota.

O presidente do país anunciou que este acordo não foi o ideal mas o possível.

“O Chipre esteve a um passo do colapso financeiro. As nossas escolhas não foram fáceis e o ambiente não foi o ideal mas depois de duras negociações, com persistência e sentido de responsabilidade, chegámos a um resultado que assegura o futuro do país,” anunciou Nicos Anastasiades.

Os mercados financeiros abriram, esta terça-feira, com pequenos ganhos, após o acordo que evitou a bancarrota cipriota.

O setor bancário na Europa foi o que mais beneficiou. O índice, para a zona euro do Stoxx 600, subiu mais de 2 por cento.