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Cipriotas sem esperança no futuro

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Cipriotas sem esperança no futuro

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O final do mês à porta, os bancos ainda encerrados e uma promessa de austeridade sem precedentes são boas razões para os cipriotas mitigarem o contentamento com o acordo que salvou o país da falência.

O discurso é o mesmo por todo o lado:

“Para poder sobreviver, tenho que despedir algumas pessoas, ou reduzir os salários em 20% para não ter que despedi-las. Para além disso, vamos ter que baixar os nossos preços o mais que pudermos para os clientes continuarem a vir aqui. Mas os cipriotas são muitos fortes, vamos sobreviver”, afirma um comerciante.

E, pelos exemplos que têm visto na Europa, poucos, na capital de Chipre, têm dúvidas do que aí vem:

“Sim, é claro que temos desemprego e que o desemprego vai continuar a aumentar e isso vai ter consequências para nós, os comerciantes”.

Para além da restruturação do setor bancário, Nicósia vai assinar nas próximas semanas com a troika um protocolo que prevê reformas estruturais, privatizações e aumento de impostos.