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República Centro Africana: golpistas suspendem instituições

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República Centro Africana: golpistas suspendem instituições

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Após o golpe de Estado que derrubou o presidente François Bozizé, o novo homem forte da República Centro Africana anunciou a suspensão das instituições do país.

Michel Djotodia, chefe da rebelião Séléka, diz que vai legislar por decreto durante um período de transição de três anos.

A situação é muito confusa e várias fontes falam de violência e pilhagens nas ruas da capital, Bangui, mas um dos generais da revolta nega responsabilidades nessas ações.

“Justamente há muitas pilhagens, mas não são os elementos do Séléka. São civis, bem armados e é tudo organizado pelo presidente Bozizé”, afirma.

O novo poder instaurou um recolher obrigatório entre as 7h00 da tarde e as 6h00 da manhã, para garantir a segurança na capital.

Michel Djotodia, que não se autoproclamou presidente mas age como novo líder do país, garante que o objetivo é cumprir os acordos de Libreville, assinados em janeiro, que previam um governo de unidade nacional e não foram respeitados por Bozizé.

O golpe de Estado foi condenado por toda a comunidade internacional. Paris enviou um dispositivo militar para proteger os cidadãos franceses que vivem na República Centro Africana. Os soldados franceses controlam o aeroporto de Bangui.