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Bruxelas quer dobrar esforços para energia mais limpa em 2030

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Bruxelas quer dobrar esforços para energia mais limpa em 2030

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Aquilo que parece uma caldeira antiga, é uma nova tecnologia para queimar biomassa sob a forma de paletes de madeira, gerando energia.

Instalada na Casa Energia 100% Renovável, em Bruxelas, faz parte de um conjunto de outras soluções alternativas para ter aquecimento, ventilação ou iluminação.

“Existe uma espécie de cortina fotovoltaica que é aplicada de modo a permitir gerar electricidade a partir da superfície da janela. A energia recolhida vai para a rede de distribuição de electricidade”, explicou Kim Vanguers, secretária-geral do edifício, no coração da capital belga, onde se encontram escritórios de várias empresas.

Um relatório da Comissão Europeia, revelado esta quarta-feira, mostra uma adoção lenta destas alternativas.

Em 2011 representam 12,7% do setor energético, ainda longe da meta de 20% a atingir em 2020.

A nível dos estados-membros, que têm metas diferenciadas, a Suécia, Roménia e Estónia têm os melhores desempenhos. Reino Unido e Malta registam os piores.

No caso de Portugal, já atinge os 24,6% face à meta individual de 31% em 2020.

Bruxelas quer estabelecer uma nova meta para 2030 e lançou uma consulta pública e um livro verde.

Os ambientalistas sugerem que passe para 40% e a Comissária para a Acção Climática diz que o investimento faz sentido.

“Temos infra-estruturas antigas, preços do petróleo cada vez mais altos, somos muito dependentes de combustíveis fósseis importados. Ou seja, o futuro da Europa passa inevitavelmente por ter energia a preços cada vez mais altos. A pergunta deve ser: vamos mudar da forma inteligente, ou da menos inteligente?”, questiona Connie Hedegaard.

As novas metas a definir para 2030 vão também incluir a eficiência energética e a redução da poluição, nomeadamente das emissões de gases de efeito estufa, como o CO2. Estes são a principal causa das alterações climática drásticas ao longo do último século.