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Cipriotas "apertam cinto"

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Cipriotas "apertam cinto"

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A hora é de apertar o cinto em Chipre. Mesmo no mercado de vegetais e de fruta de Nicósia, considerado um dos mais baratos, o negócio recuou 40 a 50 . Pelo menos de acordo com alguns comerciantes. Quem compra, limita-se ao elementar. “Temos que nos limitar porque não há dinheiro, por isso compramos apenas o essencial”, confessa um cipriota. Um comerciante avança que “o mercado está 40 a 50 em baixa, as pessoas não compram o que costumavam comprar, apenas o básico, como por exemplo batatas”.

É o jogo das contas de subtrair que afeta os cipriotas enquanto o governo foca-se nas contas de somar para tirar o país da crise.

Stavros Zenios, professor da Universidade de Chipre, explica o que se está a passar. A economia de Chipre está a navegar em águas não cartografadas, uma decisão com um aspeto positivo no que diz respeito ao saneamento do sistema bancário. Mas por outro lado, os serviços afetados correspondem a cerca de 20 % do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O resgate aos bancos de Chipre


  • O resgate vai implicar uma reestruturação importante do setor bancário de Chipre.

  • O segundo maior banco do país, o Laiki, vai ser dividido em dois – com uma nova instituição a ficar com os “ativos tóxicos” – e, de seguida, desmantelado.

  • Os depósitos inferiores a 100 mil euros, que estão garantidos pelas leis europeias, vão ser transferidos para o Banco de Chipre, o maior do país.

  • Os depósitos superiores a 100 mil euros, que não estão garantidos, vão ser transferidos para a instituição criada para absorver os ‘ativos tóxicos’, com perdas significativas para depositantes e acionistas em resultado do processo de liquidação do banco Laiki.

  • Os depósitos na instituição que vai gerir a massa falida – e os superiores a 100 mil euros no Banco de Chipre – vão ser congelados e utilizados para pagar as dívidas do Laiki e para recapitalizar o Banco de Chipre. As perdas para estes depositantes podem atingir os 40%, segundo algumas fontes.