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Presidente e União Europeia na mira dos protestos

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Presidente e União Europeia na mira dos protestos

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Os protestos ecoam pela noite em frente ao palácio presidencial cipriota na véspera dos bancos abrirem com severos controlos de capital.

Limitação nos levantamentos, nas transferências de contas e nos movimentos transfronteiriços de capitais são algumas das medidas que estarão em vigor durante sete dias. Nicósia tenta limitar uma eventual corrida aos bancos para levantar depósitos.

A indignação do povo cipriota é bem visível nas ruas. Durante o dia foi em frente ao edifício da União Europeia. “Porque é que estão todos zangados? Porque esta não é a Europa da solidariedade, esta não é a Europa do apoio. Esta não é a Europa em que todos acreditámos”, diz uma senhora. Outra tenta fazer previsões sobre qual será a próxima peça do dominó económico. “Qual vai ser o próximo país? Malta pode ser o próximo, ou mesmo Espanha. Eles estão a fazer experiências connosco”, adianta.

Depois de inúmeros dias fechados, os bancos abrem esta quinta-feira entre o meio-dia e as 6 da tarde. Os analistas estimam que a agonia económica de Chipre ainda agora começou.

O resgate aos bancos de Chipre


  • O resgate vai implicar uma reestruturação importante do setor bancário de Chipre.

  • O segundo maior banco do país, o Laiki, vai ser dividido em dois – com uma nova instituição a ficar com os “ativos tóxicos” – e, de seguida, desmantelado.

  • Os depósitos inferiores a 100 mil euros, que estão garantidos pelas leis europeias, vão ser transferidos para o Banco de Chipre, o maior do país.

  • Os depósitos superiores a 100 mil euros, que não estão garantidos, vão ser transferidos para a instituição criada para absorver os ‘ativos tóxicos’, com perdas significativas para depositantes e acionistas em resultado do processo de liquidação do banco Laiki.

  • Os depósitos na instituição que vai gerir a massa falida – e os superiores a 100 mil euros no Banco de Chipre – vão ser congelados e utilizados para pagar as dívidas do Laiki e para recapitalizar o Banco de Chipre. As perdas para estes depositantes podem atingir os 40%, segundo algumas fontes.