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Chipre: Bancos reabriram ao público

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Chipre: Bancos reabriram ao público

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Após mais de 10 dias encerrados, os bancos cipriotas abriram as portas hoje às 12:00 locais.

O banco central de Chipre impôs, na quarta-feira, uma série de restrições para evitar uma fuga de capitais quando os bancos reabrissem, limitando as transferências para o exterior e a circulação de dinheiro em espécie.

Os pagamentos e as transferências para o estrangeiro serão limitados a 5.000 euros por mês, por pessoa e por banco, e os viajantes que deixarem o país não poderão levar mais do que 3.000 euros em dinheiro.

Para uma reabertura sem problemas, o Banco Central Europeu forneceu notas ao sistema bancário cipriota. Sob grandes medidas de segurança, o Banco de Chipre recebeu contentores provenientes de Frankfurt, e depois distribuiu dinheiro pelos diferentes bancos naquela que foi a maior operação de transporte de dinheiro na história do país.

O resgate aos bancos de Chipre


  • O resgate vai implicar uma reestruturação importante do setor bancário de Chipre.

  • O segundo maior banco do país, o Laiki, vai ser dividido em dois – com uma nova instituição a ficar com os “ativos tóxicos” – e, de seguida, desmantelado.

  • Os depósitos inferiores a 100 mil euros, que estão garantidos pelas leis europeias, vão ser transferidos para o Banco de Chipre, o maior do país.

  • Os depósitos superiores a 100 mil euros, que não estão garantidos, vão ser transferidos para a instituição criada para absorver os ‘ativos tóxicos’, com perdas significativas para depositantes e acionistas em resultado do processo de liquidação do banco Laiki.

  • Os depósitos na instituição que vai gerir a massa falida – e os superiores a 100 mil euros no Banco de Chipre – vão ser congelados e utilizados para pagar as dívidas do Laiki e para recapitalizar o Banco de Chipre. As perdas para estes depositantes podem atingir os 40%, segundo algumas fontes.