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Itália: Impasse político sem fim à vista

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Itália: Impasse político sem fim à vista

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A bolsa de Milão abriu nervosa em novo dia de grande incerteza, em Itália, quanto à possibilidade de chegarem a bom porto as negociações para a formação de um novo governo.

Depois de reuniões infrutíferas com o centro-direita e o Movimento 5 Estrelas, Pier Luigi Bersani encontra-se com os líderes do Parlamento e com algumas organizações antes de dar conta ao presidente da república do ponto de situação quanto à formação do executivo.

Em fim de mandato, o chefe de Estado quer um governo “sólido”, mas até agora ninguém parece sequer disposto a dar o seu apoio a um governo, nem que seja minoritário.

O movimento de Beppe Grillo já diz que está disposto a assumir a responsabilidade de tentar formar um governo, porque, como explicou Vito Crimi, o líder do grupo no Senado, tem uma coisa que os outros não têm: “credibilidade”.

Já a possibilidade do partido mais votado nas últimas eleições se aliar à coligação de centro-esquerda parece não ser mais do que uma miragem, até porque Grillo não hesita em chamar Bersani, Berlusconi e Monti de “chulos” que “endividaram as gerações futuras”.

Bersani tem recusado liminarmente a ideia de formar uma grande coligação com o centro-direita, mas o partido de Sílvio Berlusconi pode estar disposto a dar o seu voto de confiança se tiver a garantia que o próximo presidente será de direita. Dentro de pouco mais de um mês, o Senado italiano elege o novo chefe de Estado.

A derradeira hipótese – e cada vez mais provável – é a nomeação de um governo de interino até que a Itália possa voltar às urnas.