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Morsi considera adiar legislativas egípcias para outubro

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Morsi considera adiar legislativas egípcias para outubro

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Aos episódios de violência no Egito, sucedem-se as trocas de acusações. Oposição e presidente atiram responsabilidades pelos confrontos frente às instalações da Irmandade Muçulmana, no Cairo, na passada sexta-feira, que provocaram mais de uma centena de feridos.

O contestado Mohammed Morsi anunciou que o país só deverá ter condições para organizar as eleições parlamentares no mês de outubro, em vez de abril, como estava previsto, até porque se prepara uma intervenção do FMI. Por outro lado, o chefe de Estado viu um tribunal de recurso ordenar o regresso do Procurador-geral que havia afastado há cinco meses.

Os membros do movimento da oposição Frente de Salvação Nacional recusam responsabilidades pelos confrontos. O porta-voz, Hussein Abdel-Ghani, salienta que os militantes “têm todo o direito de se manifestar perante o edifício da Irmandade Muçulmana porque é o principal centro governamental. É uma questão de democracia.”

As palavras de Morsi têm-se tornado cada vez mais duras, focando também os jornalistas e os media, com o presidente a ameaçar encerrar órgãos de comunicação social que considera estarem a incitar à violência.

O repórter da euronews, Mohammed Shaikhibrahim, relata que tem havido agressões contra profissionais de informação, detenções de ativistas e ameaças de levar os líderes da oposição perante a Justiça, sob o argumento de que estão a colocar a democracia egípcia em causa. Mas é de democracia, precisamente, que os opositores de Morsi dizem que tudo isto se trata.