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Parque industral partilhado pelas duas Coreias continua a funcionar

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Parque industral partilhado pelas duas Coreias continua a funcionar

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Os negócios das duas Coreias continuam, apesar das ameaças e da interrupção das linhas telefónicas. Como as linhas foram cortadas, os militares de serviço estão a usar as comunicações da Cruz Vermelha.

As linhas telefónicas cortadas servem para regular o acesso ao Parque Industrial Kaesong – região administrativa especial da Coreia do Norte com a contribuição financeira da Coreia do Sul – Um dos receios dos coreanos que passam regularmente a fronteira é a possibilidade de escassez de moeda estrangeira. Esta quinta-feira já passaram os serviços fronteiriços cerca de 200 sul-coreanos.

Um trabalhador assumo o receio:

“Estou um pouco nervoso, mas aconteceu o mesmo ontem e anteontem”.

Um empresário sul-coreano não hesitou em deixar lá os trabalhadores e regressar ao seu território:

“Os nossos trabalhadores estão a ir para lá,. Penso que o terceiro teste nuclear é o ponto de inflexão. Como estava preocupado, vim-me embora.”

Mais de 160 camiões de óleo e outros materais para o parque passaram sem problemas para a zona industrial, que fica a 10 km.

Algumas pessoas acreditam que o Norte vai fechar Kaesong mas está muito dinheiro em jogo.
O Parque Industrial tem um volume de negócios de cerca de 1,5 mil milhões de euros, o que reduz a dependência de Pyongyang da China.

50 mil norte-coreanos trabalham no complexo e o Estado recebe os seus salários, um total de 63 milhões de euros.

O Parque Industrial de Kaesong, abriu em 2004 para simbolizar a reconciliação das duas Coreias e tem trabalhado sempre, apesar das crises repetidas entre os dois países.
123 empresas sul-coeranas têm aqui a sede.

Kaesong foi escolhido para combinar a tecnologia e experiência da Coreia do Sul à gestão e baixo preço da Coreia do Norte. É uma zona teoricamente Desmilitarizada mas fortemente atmada e vigiada.