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Reabertura dos bancos em Chipre deixa população descontente

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Reabertura dos bancos em Chipre deixa população descontente

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Ao fim de 12 dias encerrados, em Chipre, os bancos cipriotas abriram, esta quinta-feira, as portas. Era meio-dia, na ilha mediterrânica e os cipriotas faziam filas à porta dos bancos para poderem levantar dinheiro, depois de quase duas semanas sem liquidez.

Para evitar uma fuga de capitais, o banco central de Chipre impôs uma série de restrições, entre as quais, um limite máximo de 300 euros por levantamento, por pessoa e por dia.

Mesmo assim, houve quem não conseguisse levantar dinheiro, o que deixou a população descontente. Uma senhora e mãe explicam que saíram do banco com as mãos a abanar. A mãe tentou converter obrigações em dinheiro vivo, mas o banco disse-lhe que esperasse pela transferência da reforma.

A pensão de reforma é igualmente a única fonte de rendimentos de um senhor. Também ele não conseguiu levantar dinheiro, já que as reformas ainda não foram transferidas para as contas.

“Trezentos euros por dia? É o meu dinheiro e só posso levantar 300 euros por dia?” – Insurge-se um outro homem, que acrescenta: “Como é que vou pagar a renda? A eletricidade? Estão a dizer-me que só posso levantar 300 euros por dia do meu dinheiro? E que tenho de vir cá todos os dias? Não, isto não está correto!”