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Calma relativa no Quénia após confirmação de Kenyatta

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Calma relativa no Quénia após confirmação de Kenyatta

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O Quénia viveu um domingo de Páscoa relativamente calmo, um dia depois do Supremo Tribunal ter validado a eleição de Uhuru Kenyatta nas presidenciais de 4 de Março.

O novo chefe de Estado deverá ser investido no cargo a 9 de Abril, 51 anos depois do pai, Jomo Kenyatta, se ter tornado no primeiro presidente do Quénia independente.

No discurso por ocasião da missa de Páscoa na igreja de Saint Austin, em Nairobi, Kenyatta quis “agradecer aos quenianos pela paz que mantiveram no período antes, durante e depois das eleições”.

No entanto, apesar da calma que reinava na maioria do país, voltaram a registar-se confrontos esporádicos nos bastiões de Odinga em Nairobi e Kisumu, no Oeste do país.

No mesmo local onde, no sábado, se registaram dois mortos e mais de duas dezenas de feridos, apoiantes de Odinga voltaram a enfrentar as autoridades. Este residente de Kisumu acusa o poder de ter “subornado” o presidente do Supremo Tribunal e de ter usado “papéis falsos”, acrescentando que os apoiantes de Odinga “têm provas” das irregularidades registadas durante as eleições.

Os confrontos esporádicos deste fim-de-semana estão bastante longe da vaga de violência após as presidenciais de 2007, quando Odinga foi derrotado face ao presidente cessante, Mwai Kibaki. Os dois meses de violência interétnica que se seguiram ao escrutínio resultaram em mais de mil mortos e 600 mil deslocados.