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Chipre espera receber primeira tranche de resgate financeiro em maio

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Chipre espera receber primeira tranche de resgate financeiro em maio

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A república de Chipre celebra o primeiro dia nacional após o acordo de princípio sobre o resgate financeiro, com as festividades na ilha a serem marcadas por um novo escândalo que atinge o presidente, e uma declaração do líder do parlamento contra o memorando da Troika.

O chefe de Estado, Nicos Anastasiades, anunciou a abertura de um inquérito às alegações de que a sua família teria transferido 21 milhões de euros para o estrangeiro nos dias anteriores ao eclodir da crise bancária.

Anastasiades, que afirmou hoje não necessitar de ajuda financeira adicional, em especial do vizinho e aliado grego, apresentou um conjunto de medidas para fomentar o crescimento do país, entre os quais a reabertura dos casinos na ilha.

Uma forma de compensar a crise de desconfiança instalada no paraíso fiscal depois do acordo de resgate do eurogrupo compreender uma taxa de 37,5% sobre os depósitos bancários superiores a 100 mil euros.

Para um cipriota a ideia de reabrir os casinos, “parece aceitável, pois hoje muitos habitantes deslocam-se à parte turca da ilha, a norte, para jogar, e seria uma forma de que esse dinheiro não saísse do país”.

E enquanto a roleta continua a rodar apenas a norte da ilha, Nicosia espera poder terminar as negociações com a Troika ainda esta semana e receber o mais tardar, a primeira tranche do resgate de 10 mil milhões de euros, no início de maio (segundo fontes citadas pela imprensa cipriota).

Um processo abalado pelas declarações do presidente do parlamento, Yiannakis Omirou, que afirmou que “o país não tem futuro dentro do memorando da troika”.