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Presidente sul-coreana fala em contra-ataque imediato

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Presidente sul-coreana fala em contra-ataque imediato

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Foi há pouco mais de um mês que Park Geun-hye chegou à presidência da Coreia do Sul e já a ameaça de guerra assume contornos cada vez mais sérios. A nova chefe de Estado veio declarar que, se a Coreia do Norte exercer algum tipo de agressão contra o território vizinho, então a resposta militar será imediata, sem qualquer trâmite político.

A isto junta-se o facto de os Estados Unidos terem enviado dois caças F-22 para reforçar as manobras militares conjuntas com os sul-coreanos. No início de março, os exercícios com bombardeiros americanos desencadearam a fúria de Pyongyang, que ripostou apontando mísseis para alvos estratégicos no Pacífico.

Na zona industrial de Kaesong, um pólo de fábricas sul-coreanas em solo norte-coreano, junto à fronteira, os receios são ainda mais específicos. Um dos trabalhadores afirmava estar muito preocupado, salientando não ter solução, porque tem de continuar a trabalhar. Outro realçava esperar que, no futuro, os funcionários possam vir até aqui, sem incorrerem na possibilidade de serem detidos.

A manutenção da atividade no complexo de Kaesong, vital para a economia do Norte, é, para muitos, um sinal claro de que a tensão não passa de mais um exercício retórico de Pyongyang, numa demonstração de força para consumo interno.