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Chipre abre investigação para encontrar responsáveis da crise

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Chipre abre investigação para encontrar responsáveis da crise

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O presidente cipriota afirma querer punir os responsáveis pela crise bancária no país, num momento em que a própria família é acusada de ter transferido dinheiro para o estrangeiro antes das limitações e taxas impostas pelo plano de resgate.

Nikos Anastasiades empossou esta manhã os três juízes que, durante os próximos três meses, deverão apurar as causas e responsabilidades do estado atual das finanças cipriotas.

Em causa está não só o eventual contágio da crise grega sobre os bancos cipriotas, mas também a fuga de capitais registada nas últimas semanas.

“Porque também estou sob suspeita nos últimos dias, pedi aos juízes para darem prioridade às acusações contra mim, de forma direta ou indireta, e para não se limitarem aos meus familiares mas também às empresas onde trabalhei no passado”.

A investigação é lançada num momento em que o eurogrupo deverá dar mais um ano ao país, até 2017, para cumprir as metas do défice, depois de Nicosia ter aceite as condições impostas pelo plano de resgate de 10 mil milhões de euros.

Em paralelo, o banco central deverá aligeirar ainda hoje as restrições ao movimento de capitais, de 5 mil para 25 mil euros, desbloqueando um quarto dos ativos bancários relativos às contas superiores a 100 mil euros, submetidas a uma taxa que poderá superar os 60%.