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Coreia do Norte "recua" ao anunciar retoma do programa nuclear

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Coreia do Norte "recua" ao anunciar retoma do programa nuclear

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A Coreia do Norte mantém a pressão sobre a comunidade internacional, ao anunciar que vai reabrir a central nuclear de Yongbyon, encerrada em 2008.

Uma decisão que reforça a vontade de Pyongyang de não regressar à mesa das negociações que tinham permitido o desmantelamento de parte da instalação em troca de ajuda alimentar e energética norte-americana.

Kim Jong Un parece, no entanto, recuar na sua “declaração de guerra”, depois de ter anunciado, no domingo, que o regresso ao nuclear tem por objetivo “manter o poder de dissuasão atómica do país”.

Tanto a China como a Coreia do Sul lamentaram esta manhã a decisão de Pyongyang.

“Se as informações são verdadeiras, é verdadeiramente lamentável. A Coreia do Norte deve manter as suas promessas e compromissos de desnuclearizar a península da Coreia. O nosso governo está a acompanhar a situação de perto”, afirmou Chao Tai-Young, o porta-voz da diplomacia sul-coreana.

Pyongyang multiplica as provocações, para já verbais, desde que um terceiro teste nuclear, em fevereiro, levou a ONU a reforçar as sanções contra o país.

O regime comunista tinha declarado há dias ter entrado em estado de guerra com o sul, levando os EUA a enviar um navio porta-aviões para a região.

Washington sublinha que, apesar da retórica dura do regime não constatou, até ao momento, nenhuma movimentação militar consequente.