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Itália: Um "Governo do presidente" para adiar o inevitável?

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Itália: Um "Governo do presidente" para adiar o inevitável?

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Depois de um governo tecnocrata, a Itália está agora dependente de uma comissão de sábios para tentar solucionar as divisões entre os partidos nacionais.

Uma “batata quente” nas mãos do presidente do país que se arrisca a aumentar a desilusão dos italianos com a classe política, expressa já nas urnas em fevereiro.

“É o caos habitual, as decisões são totalmente inadequadas e sem qualquer respeito pela constituição, soluções que estão totalmente desligadas da realidade. Basicamente penso que isto vai terminar mal para todos nós”, afirma um habitante de Roma.

Outra habitante mostra-se mais otimista, “espero que tudo se resolva e que alguém assuma a responsabilidade. para ser honesta, esperava que o PD, o PDL e o movimento de Beppe Grillo mostrassem finalmente alguma responsabilidade, pois não estamos longe de bater no fundo”.

O arrastar do impasse pós-eleitoral coincide com a recessão mais longa a atingir o país nos últimos 20 anos. Vários analistas temem que o chamado “governo do presidente” seja apenas uma forma de adiar o inevitável, a convocação de novas eleições em junho.