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Morte de prisioneiro palestiniano reaviva tensões

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Morte de prisioneiro palestiniano reaviva tensões

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A morte de um ex-general palestiniano condenado à prisão perpétua num hospital israelita reavivou as tensões no Médio Oriente.

O anúncio da morte de Maisara Abou Hamdiyeh, de 64 anos, vítima de um cancro na garganta, desencadeou uma série de motins em prisões israelitas e na cidade de Hebron, na Cisjordânia, de onde era originário o ex-general das forças de segurança da Autoridade Palestiniana.

O presidente palestiniano não tardou a culpar Israel. Mahmud Abbas afirmou que a morte de Abou Hamdiyeh “mostra a intransigência do governo israelita, bem como a sua tirania e arrogância, sobretudo no que diz respeito aos detidos que lutam pela liberdade nas suas prisões”.

Acusado por Israel de recrutar ativistas para cometer um atentado em Jerusalém, Abou Hamdiyeh foi detido em 2002 e condenado à prisão perpétua em 2007 por tentativa de homicídio.

Em Hebron, a irmã do ex-general palestiniano diz que “foi muito duro receber a notícia da sua morte, porque esperava que ele fosse libertado para receber tratamento”.

As autoridades israelitas confirmaram que estava em curso um processo de libertação, face à degradação da saúde do detido.

Para além de Hebron, registaram-se também confrontos em Jerusalém-Leste.