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Um relógio atómico no pulso

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Um relógio atómico no pulso

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Relógios. Companheiros diários e guardiões do tempo. As pessoas regulam o dia de acordo com eles. Com o tempo vão atrasando, mas agora é possível sonhar com um relógio absolutamente preciso, que nunca falha.

euronews: “Os relógios suíços são famosos pela sua precisão. Mas os cientistas deste centro de Neufchatel estão a desenvolver um relógio tão preciso, que perde apenas um só segundo a cada 3000 anos.”

O relógio atómico desenvolvido no CSEM mede o tempo com precisão, porque depende da radiação emitida por átomos. A frequência emitida por átomos de hidrogénio é medida e dá a referência do tempo. Uma versão antiga do relógio atómico, construída nos anos 90, tem o tamanho de uma máquina de lavar roupa.

Os cientistas estão a trabalhar na miniaturização progressiva do relógio atómico, até alcançar o tamanho de um cubo de açúcar. O que trará vários benefícios: como a redução dos custos de fabricação, a produção em massa e o baixo consumo de energia.

Steve Lecomte, Físico, CSEM: “Vê-se aqui o coração de um antigo relógio atómico. Nesta tabela vê-se a evolução da miniaturização dos relógios. O coração sempre foi muito pequeno até às atuais dimensões que rondam o milímetro. Aqui vemos o circuito integrado que aciona o relógio atómico em miniatura. Esse circuito mede 2 milímetros. É útil para poder colocar os relógios atómicos em mais instrumentos e dispositivos móveis. O objetivo do CSEM é seguir com a miniaturização final, para incorporar um relógio atómico num relógio de pulso.”

A ideia de futuro é instalar relógios atómicos em dispositivos eletrónicos de consumo e usá-los para fins científicos, como na verificação da teoria da relatividade de Einstein.

Jacques Haesler, Físico, CSEM: “Vemos aqui um protótipo de um relógio atómico, aqui a parte atómica, que controla o relógio. E aqui vemos a parte física, na parte traseira com uma célula atómica que contém os átomos e que tem 4 milímetros. Se colocar um relógio atómico num smartphone que tenha um recetor GPS, temos uma base de frequência no GPS que permite a sincronização mais rápida com os satélites, portanto, tem uma geolocalização mais eficaz.”

euronews: “Para um relógio de pulso normal, como este, o que vai acontecer quando tiver um relógio atómico dentro?”

Jacques Haesler, Físico, CSEM: “Atualmente, um relógio de pulso deve-se acertar de vez em quando, a cada dia ou a cada semana. Um relógio atómico, teoricamente, deve acertar-se uma vez, todos os 3000 anos, desde que se tenha uma bateria que dure 3000 anos.”

Um motor minúsculo, instalado nos melhores relógios atómicos, é a chave para um futuro em que os relógios estarão sempre certos.