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A revolta dos pistáchios no Irão

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A revolta dos pistáchios no Irão

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O preço do quilo do pistachio tornou-se nos últimos dias numa nova medida da revolta dos iranianos.

Com a inflação a superar os 30%, consequência das sanções económicas internacionais, os internautas do país iniciaram uma campanha de boicote ao fruto seco, cujo preço, em menos de um ano passou de 4 a quase 20 euros o quilo.

Uma revolta iniciada nas redes sociais, durante o ano novo iraniano e apoiada mesmo pelo governo, mas apenas por razões económicas.

Para Teerão, o boicote é uma forma de aumentar as exportações no país que é o segundo maior produtor deste fruto seco, a seguir aos Estados Unidos.

Um residente de Teerão afirma, “é a primeira vez em trinta anos que não comemos pistachios no dia de ano novo. Decidimos boicotá-lo, ou simplesmente deixar de comprar pistáchios para protestar contra a subida dos preços nos mercados”.

A revolta dos pistáchios, apoiada por 87% dos iranianos é mais um sinal do descontentamento da população face à política económica do governo, a dois meses das eleições que deverão designar o sucessor do presidente Mahmoud Ahmadinejad.