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Escândalo Cahuzac continua a agitar a França

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Escândalo Cahuzac continua a agitar a França

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Após quatro meses de investigações jornalísticas a verdade veio finalmente ao de cima.

Afinal, o antigo ministro do Orçamento, Jerôme Cahuzac havia mentido.

O presidente francês, François Hollande, condenou o comportamento de Cahuzac classificando-o como um ultraje à República.

“Ele enganou as mais altas autoridades do país: o chefe de estado, o governo, o parlamento e através dele, todos os franceses. Trata-se de uma falta imperdoável, um ultraje feito à República, tanto mais que os fatos são eles mesmo intoleráveis”, disse François Hollande numa intervenção televisiva.

Jerôme Cahuzac é acusado de ter mentido relativamente à existência de contas bancárias no estrangeiro, facto que poderá estar relacionado com uma tentativa de evasão fiscal.

O site de notícias Mediapart esteve por detrás da investigação que levou ao afastamento de Cahuzac. Durante quatro meses, a organização denunciou as irregularidades do antigo ministro mesmo apesar de ser alvo de críticas por parte de outros órgãos de comunicação.

“Trata-se de um duro golpe para a República. Isto mostra que a França é uma democracia de baixa intensidade. Uma democracia forte é aquela em que não apenas se podem fazer revelações mas onde os contra poderes agem de forma a exercer justiça e a implementarem sanções”, adiantou o chefe da redação, Edwy Plenel.

O correspondente da euronews em Paris, Gianni Magi, adianta que o jornalismo de investigação à moda antiga causou um autêntico terramoto político, um terramoto com consequências imprevisíveis não apenas para o governo no poder mas provavelmente para toda a classe política francesa.