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Caso Cahuzac mancha presidência de Hollande

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Caso Cahuzac mancha presidência de Hollande

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As confissões de Jerome Cahuzac, após quatro meses de mentiras sobre uma conta na Suiça não declarada às autoridades fiscais, mancham a imagem do goveno e do presidente, François Hollande.

Cahuzac na Assembleia Nacional declarou abertamente nunca ter possuído uma conta no exterior. Frente às câmara de televisão a mesma frieza e falsidade nas palavras.

“Eu não tenho contas nas Suiça nunca tive contas em nehum país estrangeiro”.

Cerca de 24 horas após a confissão dramática e indiciamento do ex-ministro, o Presidente da República tentou livra-se das acusações antes de voar para uma visita de Estado de dois dias a Marrocos.

Acha que o Sr. Cahuzac beneficiou de proteção?

“Não, na verdade, se a justiça pode fazer seu trabalho e movimentar-se neste caso, é porque que ela foi capaz de trabalhar livremente e com total independência e acho que esta é a marca deste governo que não interfere com o trabalho da justiça.”

Este argumento não convence. Sob a enxurrada de perguntas da oposição, o ministro da Economia, Pierre Moscovici, viu-se acusado de “apaziguamento” e tentativa de branqueamento do seu ex-colega, embora procure defender-se, afirmando que a administração fiscal sempre esteve a serviço da verdade”.

Jerome Cahuzac foi obrigado a renunciar ao cargo de ministro do Orçamento a 19 de março depois de semanas de resistência às críticas.

Para a oposição o presidente da república falhou. “O que percebemos? É que o Presidente da República ou não sabia de nada, o que é extremamente grave, ou sabia e isso significa que tentou protegê-lo e mentiu aos franceses”.

O escândalo é i mais duro golpe para o presidente François Hollande em 10 meses de governo.