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Como estimular a economia?

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Como estimular a economia?

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É a grande questão com que se debatem os principais bancos centrais do mundo: Como estimular a economia?

A braços com uma deflação e uma economia estagnada há mais de uma década, o Japão decidiu passar ao ataque e vai injetar liquidez na economia.

Na primeira reunião presidida pelo novo governador, Haruhiko Kuroda, o Banco do Japão decidiu reforçar o programa de compra de ativos, nomeadamente de títulos de dívida nipónica e, em conjunto com outras operações de mercado, fazer crescer a massa monetária a um ritmo anual que rondará os 500 mil milhões de euros. Objetivo: atingir a meta de 2% de inflação, no máximo, dentro de dois anos.

O Japão segue, desta forma, as pisadas da Reserva Federal norte-americana que está a comprar ativos na ordem dos 85 mil milhões de dólares por mês e mantém o preço do dinheiro próximo do zero.

Bem mais conservador, o Banco Central Europeu espera para ver, ainda confiante numa recuperação gradual da economia no segundo semestre deste ano. O BCE decidiu manter a taxa diretora nos 0,75% pelo nono mês consecutivo, um mínimo histórico, mas mesmo assim bem acima dos seus homólogos.

O presidente da instituição, Mario Draghi, sublinhou que o BCE não pode resolver o problema da “falta de capital no sistema bancário” nem “compensar a falta de ação por parte dos governos” na implementação das reformas estruturais.

Quanto a Chipre, Draghi considerou que a decisão inicial de taxar os depósitos inferiores a 100 mil euros “não foi inteligente” e que o resgate à ilha “não é um modelo” que se vá aplicar a outros países.