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Dados do "Offshore Leaks" são 160 vezes superiores aos do "Wikileaks"


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Dados do "Offshore Leaks" são 160 vezes superiores aos do "Wikileaks"

O relatório elaborado pelo Consórcio Independente de Jornalismo de Investigação (ICIJ) sobre dezenas de milhares de empresas “offshore” caiu que nem uma bomba, mas para já a informação que consta no documento é apenas a ponta do iceberg.

A quantidade de informação recolhida e que está na origem do denominado “Offshore Leaks” é 160 vezes superior à do Wikileaks.

“É apenas o começo. Analisámos 10% de tudo o que diz respeito a empresários suíços. Continuamos a analisar os documentos”, afirma Catherine Boss, do jornal helvético Sonntagszeitung.

O consórcio sediado em Washington compilou para já uma lista de 130 mil pessoas com dinheiro em contas “offshore”. A fuga de capitais tem um efeito nefasto no nível de vida do cidadão comum como explica Michael Hudson do ICIJ.

“Os mais ricos têm muitas opções quando organizam financeiramente as suas vidas. Os cidadãos comuns do mundo inteiro têm muito poucas opções e normalmente acabam por pagar mais ou viver com menos serviços devido às fugas de capital dos seus países de origem.”

O relatório do ICIJ foi divulgado numa altura em que o Presidente francês François Hollande está a ser alvo de duras críticas devido à gestão do caso Cahuzac e à publicação de informação que dá conta de que o tesoureiro da campanha presidencial em 2012, Jean-Jacques Augier, é acionista de duas empresas “offshore” nas Ilhas Caimão.

O documento é o resultado de 15 meses de investigação levada a cabo por 86 jornalistas de 46 países.

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