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Egito espera acordo com o FMI no espaço de duas semanas

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Egito espera acordo com o FMI no espaço de duas semanas

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O ministro egípcio do Planeamento e Cooperação Internacional diz que o governo espera obter, no espaço de duas semanas, um acordo final com o Fundo Monetário Internacional sobre o empréstimo de quatro mil oitocentos milhões de dólares necessário para evitar um aprofundamento da crise económica no Egito.

Um residente do Cairo afirma que “os investidores têm medo de colocar dinheiro no território egípcio. O que o Egito precisa não é um empréstimo internacional, mas segurança para que a economia volte a crescer”.

Uma delegação do FMI chegou na quarta-feira ao país para relançar as negociações, várias vezes atrasadas pela instabilidade política e social. Segundo responsáveis do governo, deverão ficar no Egito até ao dia 15.

O economista Hamde Abdelazim defende que “o empréstimo não é o objetivo, mas sim os resultados que trará. Tanto os Estados Unidos como a União Europeia prometeram cancelar a dívida egípcia – cada um prometeu cancelar quinhentos milhões de dólares -, depois do FMI aprovar o programa de reformas económicas”.

O FMI não estabeleceu, no entanto, qualquer calendário para o acordo e os mais céticos duvidam que o governo egípcio avance com medidas impopulares, como aumentos nos impostos ou cortes nos subsídios a combustíveis e alimentos, antes das eleições parlamentares previstas para o fim do ano.

O correspondente da euronews, Mohammed Shaikhibrahim, diz que “a ajuda internacional é dolorosa, mas inevitável para salvar a economia egípcia. Uma cura que terá um impacto negativo para a população, sobretudo em termos da subida dos preços”.