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Hollande diz desconhecer contas "offshore" de ex-tesoureiro de campanha

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Hollande diz desconhecer contas "offshore" de ex-tesoureiro de campanha

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A investigação internacional sobre paraísos fiscais revelada esta quinta-feira traz um novo embaraço para François Hollande. Depois do escândalo de evasão fiscal que envolve o ex-ministro do Orçamento, o presidente francês vê-se obrigado a explicar-se sobre as contas “offshore” do antigo tesoureiro da sua campanha eleitoral.

De visita a Marrocos, Hollande frisou que não sabe “nada dessas atividades” e sublinhou que “se não forem conformes à lei fiscal”, pedirá “à administração para tomar as medidas necessárias”.

O próprio ex-tesoureiro reconheceu a criação de duas entidades para investir na China a partir das Ilhas Caimão.

Jean Jacques Augier afirmou que “não há absolutamente nada de ilegal” no que fez e acrescentou que não fez nada “a título pessoal”, nem tirou “qualquer benefício fiscal da passagem pelas Ilhas Caimão”.

O Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, em colaboração com meios de comunicação de vários países, abriu ontem a “Caixa de Pandora” dos paraísos fiscais, começando a revelar algumas das informações contidas em mais de dois milhões e meio de ficheiros relativos a empresas sediadas em paraísos fiscais, como as Ilhas Virgens britânicas, as ilhas Cook ou Singapura.

O editor sénior do organismo sediado em Washington, Michael Hudson, sublinha que “quando existe falta de transparência, quando existem estes sistemas complexos, com um nível de secretismo tão elevado, é muito fácil para as pessoas desonestas escaparem”.

Entre os “milhares” de nomes de detentores de interesses em paraísos fiscais, encontram-se dirigentes ou próximos de dirigentes de vários países, milionários ou mesmo comerciantes de armas.