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Egito vive dia violento entre manifestações e disputa interconfessional

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Egito vive dia violento entre manifestações e disputa interconfessional

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Manifestações contra o poder no Egito degeneraram em violência no Cairo, Alexandria e Mahalla, no Delta do Nilo. Centenas de pessoas assinalaram o quinto aniversário do Movimento de 6 de Abril de 2008 contra o regime de Hosni Mubarak, em protestos que se transformaram em confrontos com a polícia, que usou gás lacrimogéneo contra os manifestantes.

Saudados após a queda de Mubarak, os jovens do Movimento de 6 de Abril juntaram-se aos grupos laicos opostos ao poder militar de transição e à eleição do Mohammed Morsi para a presidência do Egito, em Junho de 2012.

Os confrontos desta noite não constituiram os únicos episódios de violência deste sábado. Pelo menos quatros cristãos coptas e um muçulmano perderam a vida numa disputa interconfessional em Al-Khoussousse, a norte do Cairo.

Tudo começou com uma observação feita por um muçulmano a crianças que desenhavam uma cruz suástica na parede de um instituto religioso.

Uma testemunha dos acontecimentos diz que “o que aconteceu foi uma altercação entre duas partes e a situação não deve ser alargada a uma questão entre cristão e muçulmanos”.

Segundos os serviços de segurança, a situação degenerou rapidamente em trocas de tiros com armas automáticas entre elementos das comunidades cristã e muçulmana de Al-Khoussousse.

O enviado da euronews, Mohammed Shaikhibrahim, afirma que “apesar do número de mortos e feridos, cristãos e muçulmanos da cidade garantem que o incidente se limitou a duas famílias e está longe de um conflito sectário que complicaria ainda mais a situação, num momento em que os egípcios tentam curar feridas e alcançar a unidade”.