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Irão e grandes potências com posições "bastante afastadas" a respeito do nuclear

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Irão e grandes potências com posições "bastante afastadas" a respeito do nuclear

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Dois dias de intensas discussões em Almaty, no Cazaquistão, de nada serviram para relançar as negociações sobre o controverso programa nuclear iraniano.

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha nem sequer conseguiram chegar a acordo com o Irão sobre a data e local do próximo encontro.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, frisou que “tornou
-se claro que as posições [das grandes potências] e do Irão continuam bastante afastadas. Assim sendo, todos concordaram em voltar às respetivas capitais e avaliar as respetivas posições no processo”.

Os peritos consideram improvável qualquer avanço antes das eleições presidenciais iranianas, a 14 de Junho.

O chefe dos negociadores iranianos voltou a insistir no reconhecimento internacional do direito de Teerão a enriquecer urânio, com fins pacíficos.

Said Jalili disse que “se as partes envolvidas querem ganhar a confiança do povo iraniano, têm de afastar-se do tratamento e atitude hostil que têm mantido. Este é um dos pontos principais das discussões”.

As grandes potências – que receiam que Teerão esteja a tentar dotar-se de armas nucleares – pretendiam que o Irão suspendesse as atividades de enriquecimento de urânio mais sensíveis, em troca de um aliviar das sanções internacionais.