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Ucrânia estreita laços com a UE ao conceder indultos a dois presos políticos

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Ucrânia estreita laços com a UE ao conceder indultos a dois presos políticos

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A Ucrânia reforça os laços com Bruxelas ao conceder dois indultos ao ex-ministro do Interior, Yuri Lutsenko, e a outro ex-ministro com ligações à líder da oposição e ex-primera- ministra, Yulia Timoshenko.

Lutesenko foi condenado, em 2010, a 14 anos de prisão por abuso de poder e desvio de fundos, mas beneficiou de um decreto presidencial de Víctor Yanukóvich, e foi libertado. O ato foi qualificado de crucial para a imagem de Ucrânia e para as relações com a UE, com os Estados Unidos e com o Fundo Monetário Internacional.

O corresponde da euronews em Kiev, Sergio Cantone falou com Lutsenko esta manhã:

Yuri Lutsenko – “Considero que estamos mais próximos do ponto de vista da União Europeia o que, para mim, ainda é mais importante do que a liberdade pessoal. Isto significa liberdade para todos, para a Ucrânia e para milhões de ucranianos. As autoridades europeias trabalharam muito para chegarmos aqui. Este primeiro passo é extremamente importante. Gosto muito de citar o presidente Roosevelt: “quando há vontade tudo é possível”. É verdade que se trata só de um primeiro passo, e estamos conscientes de que há problemas com com as leis e com o défice de democracia aqui na Ucrânia. Mas não deixa de ser um primeiro passo importante”.

Yuri Lutsenko foi uma das figuras de proa da Revolução Laranja, que, em 2004, conduziu ao poder o clã dos pró-ocidentaies, entre eles Viktor Youchenko e Yulia Timoshenko, que cumpre sete anos de prisão por abuso de poder. Este detenção continua a ser o principal problema entre Kiev e Bruxelas. O antigo ministro do Interior também se exprimiu sobre o assunto:

“Para mim, este é o principal problema. Espero poder visitá-la nos próximos dias. O caso tem uma grande importância, não só para a política ucraniana, como para as perspetivas europeias da Ucrânia”

Mas a libertação de Timoshenko não parece estar na ordem do dia, e parece pouco provável que o presidente ceda neste ponto. Em Bruxelas considera-se que os indultos presidenciais são” um primeiro passo importante para acabar com a justiça selectiva”, e “o primeiro sinal positivo em muito tempo”.