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A herança económica de Margaret Thatcher

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A herança económica de Margaret Thatcher

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O legado económico de Margaret Thatcher é, tal como a sua personalidade, polémico.

A “Dama de Ferro” reanimou uma economia britânica decadente. Com um vasto programa de privatizações, a redução do papel do Estado e a liberalização da finança nos anos oitenta, Thatcher transformou o país. A indústria cedeu o lugar aos serviços e à finança e Londres tornou-se a grande praça económica da Europa.

Kenneth Clarke, antigo ministro de Thatcher e atual membro do governo, explica: “O ponto central da sua política foi avançar para a economia de mercado e livrar-se de uma indústria pesada, ultrapassada e pouco rentável e das práticas restritivas absurdas nas empresas públicas. Confrontou-se com classes profissionais e com a City. Acreditava que as pessoas devem ser responsáveis na forma como agem. Penso que o seu grande feito foi modernizar”.

A política económica da “Dama de Ferro” tornou-se doutrina mundial. Rigor, lutas laborais, privatizações e redução do papel do Estado são expressões recorrentes nos dias que correm na Europa.

Ken Livingston, antigo mayor trabalhista de Londres, garante: “A crise que vivemos hoje é o legado da política de Thatcher, tal como a crise na América é o legado de Regan. Precisamos de uma sociedade mais justa, de investimento, de uma economia baseada nas competências”.

Se os sindicatos britânicos e opositores esperam que as ideias económicas sejam enterradas com Thatcher, há também quem destaque a vitória da antiga primeira-ministra britânica sobre a inflação galopante no Reino Unido e a sua contribuição para a criação do mercado comum na Europa.