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Kenyatta acusado de crimes contra a humanidade já é presidente

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Kenyatta acusado de crimes contra a humanidade já é presidente

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Acusado de crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), Uhuru Kenyatta tornou-se oficialmente presidente da República do Quénia ao prestar juramento num estádio de Nairobi repleto de gente.

Uhuru recorreu à bíblia que o pai, Jomo, primeiro presidente do Quénia independente utilizou para tomar posse. Uhuru prometeu respeitar as obrigações internacionais do país.

Pouco mais de uma dúzia de chefes de Estado e de governo assistiram à cerimónia. Os países ocidentais apenas se fizeram representar por diplomatas, contactos mínimos face ao contexto das acusações que do TPI. Apesar de tudo, o Quénia é um país estratégico para travar o avanço do radicalismo islâmico em África.

O TPI considera que Kenyatta foi um dos responsáveis pelos violentos distúrbios nas eleições de 2007 que provocaram mais de um milhar de mortos.

As presidenciais de março decorreram sem grandes incidentes, mas Kenyatta não se livrou de uma contestação judicial de Raila Odinga, o candidato rival, que pretendia invalidar o escrutínio por alegados distúrbios no processo eleitoral.