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Margaret Thatcher e a relação ambígua com a UE

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Margaret Thatcher e a relação ambígua com a UE

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Margaret Thatcher alimentou amores e ódios também no seio da União Europeia.
A “dama de ferro” não era, de todo, uma europeísta convicta, muito pelo contrário: definia as instituições europeias como «o império belga»; contrariava líderes como Jacques Delors e defendia a identidade nacional britânica.

Geoffrey Van Orden, eurodeputado conservador britânico acredita que “Thatcher percebeu que a Europa estava a seguir na direção errada. O que estava a custar muito ao Reino Unido e não estava de acordo com o sentimento dos britânicos. Como a maioria dos britânicos, Thatcher era eurocéptica.”

Geoffrey Van Orden, também ele muito crítico da orientação europeia, lembra que a ex-Primeira-ministra britânica teve uma participação muito ativa no alargamento da União. De qualquer forma, lamentou alguns momentos.
Van Orden acredita que Thatcher “se arrependeu de ter assinado o Ato Único Europeu que foi o instrumento que lançou o Mercado Único. E isso foi bom. Mas acho que Thatcher não entendeu na altura, só percebeu isso mais tarde, que esse ato iniciou também a política de cooperação europeia e envolveu mais os britânicos numa integração política. E a isso já se opunha.”

Neste movimento de rejeição, Margaret Thatcher chegou mesmo na altura a forçar a devolução de verbas comunitárias à Grã-Bretanha por parte de Bruxelas.
Demonstrações de uma relação ambígua entre os britânicos e a União Europa, que se mantém até aos dias de hoje.