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Putin em Amsterdão: "a Rússia não discrimina os homossexuais"

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Putin em Amsterdão: "a Rússia não discrimina os homossexuais"

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A visita de Vladimir Putin à Holanda foi marcada, esta segunda-feira, por um protesto da comunidade gay de Amsterdão. Em causa está a lei discutida no parlamento russo que prevê a proibição da chamada “propaganda homossexual”.

Uma medida que, para os ativistas, representa um novo esforço do governo para discriminar a comunidade gay russa.

Segundo o enviado da euronews, “a proibição da chamada propaganda homossexual é mais um passo, no que os ativistas intitulam de ‘caça às bruxas na Rússia’. Já no ano passado, um tribunal de Moscovo tinha banido a parada gay da cidade por 100 anos. Decisões que são mal aceites em Amsterdão e que levaram os responsáveis da cidade a manifestar-se, pela primeira vez, durante a visita de um alto dignitário estrangeiro ao país”.

Depois da municipalidade ter hasteado bandeiras com as cores do arco-iris nos edifícios oficiais, a vice-presidente da câmara de Amsterdão justifica o apoio aos protestos.

“Temos uma grande comunidade gay em Amsterdão e queremos assegurar-nos que, na nossa cidade todos podem viver da forma que quiserem, e independentemente de quem sejam e queremos que o mundo inteiro esteja ao corrente, em especial os nossos parceiros comerciais”.

E se o tema dos direitos humanos na Rússia esteve fora da agenda dos encontros oficiais, na rua, as associações de defesa da causa gay e a organização Amnistia Internacional, assinalavam, com cartazes, “zonas livres de protestos e direitos humanos para não assustar Vladimir Putin”.

Uma mobilização a que o presidente russo respondeu durante uma conferência de imprensa, ao afirmar que o seu país, “não discrimina os homossexuais”, que, “gozam dos mesmos direitos e liberdades que todas as outras comunidades do país”.