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Thatcher sem funeral de estado para evitar "polémicas divisivas"

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Thatcher sem funeral de estado para evitar "polémicas divisivas"

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O Reino Unido prepara-se para enterrar Margaret Thatcher na próxima semana, sem funeral de estado – alegadamente a pedido da própria, para evitar “polémicas divisivas” no parlamento – mas com direito a honras militares.

O corpo da ex-primeira-ministra conservadora britânica foi retirado, esta noite, do hotel onde faleceu, na segunda-feira, aos 87 anos de idade, vítima de um acidente vascular cerebral.

Ausente da vida pública há mais de duas décadas, depois da sua demissão do governo e na sequência de vários problemas de saúde, o falecimento da “dama de ferro” ressuscita as divisões do passado, entre admiradores da estadista e detratores do ultraliberalismo que personificou.

A classe política europeia e internacional multiplicou ontem os elogios ao papel da “dama de ferro” na recuperação da economia britânica nos anos 80, apesar dos conflitos sociais, o conflito das Malvinas e uma guerra, nem sempre limpa, contra os separatistas irlandeses.

Os detratores dividem-se, entre os que consideram que a crise atual enterra a herança ideológica de Thatcher e aqueles para quem as receitas da dama de ferro continuam a inspirar as atuais políticas de austeridade.