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Durão Barroso: "Eslovénia não é Chipre"

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Durão Barroso: "Eslovénia não é Chipre"

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A Eslovénia garante trabalhar “dia e noite” para salvar o sistema bancário, procurando assim pôr fim às especulações de que o país será o próximo candidato a um plano de resgate.

As dificuldades do sistema bancário esloveno foram postas em evidência pelo relatório da OCDE. O documento foi revelado quando a primeira-ministra, Alenka Bratusek, discutia a situação do país com o presidente da Comissão Europeia.

Em Bruxelas, Alenka Bratusek, em funções desde março, afirmou: “Estamos conscientes das dificuldades do sistema bancário e são o principal problema da Eslovénia. Na minha opinião é que podemos lidar sozinhos com a maioria dos ativos tóxicos através da criação, em junho, do ‘bad bank’”.

A banca eslovena, na maioria nas mãos do Estado, detém sete mil milhões de ativos tóxicos, ou seja, um quinto do PIB do país. A Comissão Europeia exige a Ljubljana medidas urgentes para corrigir os desequilíbrios macroeconómicos e os riscos do setor bancário.

Mesmo assim, Durão Barroso garantiu que a Eslovénia não é Chipre: “A Eslovénia é o único dos Estados membros da União Europeia com uma dimensão relativamente pequena do setor financeiro em comparação com o PIB, por isso é abusivo fazer uma comparação com Chipre”.

Mas a deterioração da economia da Eslovénia e o caso cipriota estão a penalizar o acesso aos mercados. Ljubljana reconhece que vai ter dificuldades em respeitar as metas orçamentais e esta terça-feira, num leilão de dívida, o país conseguiu metade do valor que pretendia.