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Portugal: possível remodelação do governo antes de exames do Ecofin e da Troika

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Portugal: possível remodelação do governo antes de exames do Ecofin e da Troika

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Despesas ministeriais congeladas, medidas para arrecadar 1,3 mil milhões de euros e uma eventual remodelação governamental até ao final da semana.

O governo português tenta reunir todos os elementos para convencer os ministros das finanças da União Europeia (Ecofin), em Dublin, esta sexta-feira, a prolongarem o prazo de reembolso dos empréstimos europeus.

Segundo algumas fontes, a Troika estaria disposta a conceder uma extensão do prazo até 7 anos, rejeitada por alguns parceiros europeus, que não querem dar mais do que cinco anos suplementares a Portugal.

A decisão final, que inclui também a maturidade dos empréstimos da Irlanda, deverá ser tomada só durante o conselho europeu de maio.

Entretanto, a prioridade em Lisboa passa por encontrar 1.326 milhões de euros, para compensar o chumbo no Tribunal Constitucional de 4 normas do orçamento de estado.

Os novos cortes “alternativos” vão visar a despesa social, em especial a saúde, educação e segurança social, mas precisam de ser validados pela troika, que deverá efetuar uma visita suplementar ao país na próxima semana.

A “maratona” do governo enfrenta ainda outro desafio, talvez o mais difícil, o de recuperar o consenso nacional sobre as reformas, quando a oposição de esquerda apela, em bloco, à demissão do governo.

O jornal Diário Económico avançava ontem a possibilidade de uma remodelação do executivo poder ser anunciada até ao final da semana, que não deverá afetar a pasta das Finanças. Vítor Gaspar deverá viajar a Dublin na sexta-feira e receber a delegação da Troika, em Lisboa, na próxima semana, para discutir cortes que, depois da decisão do Constitucional, deverão ascender a 3.800 milhões de euros.