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Estados Unidos: Já há acordo para o reforço do controlo da venda de armas

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Estados Unidos: Já há acordo para o reforço do controlo da venda de armas

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Nos Estados Unidos, a campanha para o reforço do controlo da venda de armas começa a produzir resultados. Democratas e republicanos parecem ter ultrapassado o impasse e tudo indica que há uma maioria no Congresso para aprovar o alargamento das verificações dos antecedentes criminais e psiquiátricos às vendas de armas na internet e em feiras especializadas, que representam cerca de 40% de todas as compras de armas nos Estados Unidos.

O democrata Joe Manchin e o republicano Pat Tommey anunciaram o acordo mas ainda existem muitos obstáculos ao texto que começa a ser votado esta quinta-feira.

O massacre na escola primária de Newtown, em dezembro, relançou o debate sobre o controlo da venda de armas nos Estados Unidos. Em prol de uma legislação mais restritiva, Michele Obama fez campanha em Chicago. A primeira-dama interroga-se sobre se a sociedade está a “cumprir com as obrigações” em relação às crianças, uma questão que estava na sua mente e na dos colegas de Hadiya Pendelton, uma das vítimas de Newtown, no dia do funeral desta criança. Emocionada, Michele Obama recordou como foi “duro, saber o que dizer a uma sala repleta de adolescentes que estavam prestes a enterrar a sua melhor amiga”.

O poderoso lóbi da National Rifle Association tem procurado por todos os meios impedir um maior controlo da venda de armas, mas as verificações já são consensuais na sociedade e mesmo os proprietários de armas começam a ver os controlos com bons olhos. “Quem não deve, não teme” e, por isso, “não há nada a temer com a verificação dos antecedentes”, afirmam muitos donos de armas. Um atirador de lazer considerou que “se for necessário esperar alguns minutos ou mesmo dois ou três dias para receber uma arma”, isso é “um pequeno preço a pagar para garantir que só utilizam armas, as pessoas que as podem utilizar”.

Apesar do consenso, a nova lei deve demorar semanas até que seja aprovada pelo Senado.