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Eurogrupo valida resgate de Chipre e dá mais tempo a Portugal

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Eurogrupo valida resgate de Chipre e dá mais tempo a Portugal

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O Eurogrupo validou, na capital irlandesa, as condições do plano de resgate de dez mil milhões de euros a Chipre.

O empréstimo terá uma maturidade de 15 a 20 anos. A ilha, que espera receber a primeira fatia em meados de maio, terá de financiar 13 mil milhões de euros do resgate, após as suas necessidades terem aumentado em seis mil milhões. Nicósia vai ter de aumentar impostos e avançar com cortes e reformas.

O programa terá agora de ser aprovado pelos parlamentos nacionais. O comissário Europeu para os Assuntos Económicos, Olli Rehn, saudou o acordo político e espera que todo o processo esteja terminado na próxima semana.

Na mesa estava também o alargamento dos prazos de reembolso dos empréstimos de Portugal e Irlanda. Segundo o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, “a troika e o Fundo Europeu de Estabilização Financeira propuseram aumentar em sete anos as maturidades dos empréstimos para suavizar os reembolsos e reduzir as necessidades de refinanciamento dos dois países”.

O prazo médio dos empréstimos aproximara-se agora dos 20 anos. Mas Lisboa terá de avançar com medidas para compensar as normas chumbadas pelo Tribunal Constitucional e que deixaram um buraco de 1300 milhões de euros no orçamento deste ano.

A “troika” realiza a partir de segunda-feira uma visita intercalar para discutir as medidas com o governo. Mas o primeiro-ministro Passos Coelho reiterou que não vai aumentar impostos, mas avançar com cortes nas despesas dos ministérios e antecipar medidas previstas para o próximo ano.