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Venezuela: Um país violento

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Venezuela: Um país violento

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A galopante taxa de criminalidade na Venezuela emergiu como um dos grandes temas nas campanhas eleitorais de Nicolás Maduro e Henrique Capriles.

Nas mais diversas sondagens o receio da segurança pessoal é dos temas que mais preocupa os eleitores, apesar dos vários programas que o falecido presidente Hugo Chávez pôs em marcha para atacar este problema.

Assassinatos, assaltos à mão armada e sequestros quase diários transformaram a Venezuela num dos países mais perigosos do mundo.

No ano passado, o governo de Chávez, farto das acusações de que a criminalidade estava fora de controlo, reformou a principal unidade da polícia de investigação e criou novos órgãos de segurança pública para reduzir em 10% a taxa de homicídios em Caracas. Mais de 300 mil armas foram apreendidas e destruídas desde 2003.

Na campanha eleitoral enquanto Maduro culpou um legado decadente deixado por anteriores administrações capitalistas, Capriles prometeu criar uma Venezuela em que as pessoas se sintam em segurança à noite.

Para vários especialistas a raiz do problema da criminalidade no país reside na proliferação de armas e de drogas, e num sistema de justiça fraco que permite a maioria dos crimes sem punição.

Segundo as autoridades, em 2013, cerca de 3.400 pessoas foram assassinadas até agora.

Entre as vítimas estava John Anthony Moreno Palacios, um rapaz de 16 anos foi morto a tiro por três homens armados em Caracas, a 6 de abril.

“Eu ouvi o impacto das balas quando estava na minha casa. Ele chegava com a namorada, quando ouvi os tiros saí a correr gritando ‘meu filho, meu filho’. Quando cheguei disseram-me que meu filho tinha sido baleado “, contou a mãe da vítima, Yelitza Palacios.

Para combater a violência armada, o governo proibiu aos privados a importação e venda de armas e em agosto criou zonas livres de armas que incluíam bares, restaurantes e locais de reuniões públicas.