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EUA coloca 18 nomes na lista Magnitsky

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EUA coloca 18 nomes na lista Magnitsky

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Os Estados Unidos colocaram numa lista negra 18 pessoas, na maioria funcionários do Kremlin, acusadas de violações dos Direitos Humanos na Rússia. Pelo menos 16 são visadas diretamente pelo suposto papel na morte do advogado russo Serguei Magnitski, falecido em detenção em 2009 e que deu o nome a uma lei adoptada pelos Estados Unidos em Dezembro do ano passado.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, explica que “as ferramentas da Lei Magnitsky serão usadas para garantir que pessoas responsáveis por maus tratos e pela morte de Serguei Magnitsky são proibidas de viajar aos Estados Unidos e de aí fazerem negócios”.

A questão tem envenenado as já difíceis relações entre Washington e Moscovo.

No entanto, o presidente do Comité de Relações Externas do Parlamento russo, Alexei Pushkov, diz que “o Congresso [norte-americano] e, em particular, o congressista McGovern, sugeriu que a lista incluísse 208 pessoas. O facto da administração Obama não ter ido tão longe e não ter aceitado a sugestão de McGovern, mostra que quer limitar os danos que a lista e a lei Magnitsky provocaram nas relações com a Rússia”.

Símbolo da luta contra a corrupção na Rússia, Magnitsky faleceu depois de, segundo os próximos, ter sido torturado numa prisão moscovita. Uma morte classificada como uma “tragédia” por Washington, que criticou as autoridades russas por conduzirem “uma investigação que não deu qualquer resultado tangível”.