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Quem tem medo da Coreia do Norte?

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Quem tem medo da Coreia do Norte?

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A retórica belicista da Coreia do Norte não é nova, mas alguns observadores nos Estados Unidos sentem que a situação se agrava e que recentes ameaças representam um perigo real.

Outros, defendem no entanto que refletem a dinâmica interna da Coreia do Norte e que a crise vai passar.

Ontem a Brookings Institution, em Washington organizou uma conferência sobre as prioridades políticas para os EUA em lidar com a Coreia do Norte, durante e depois da crise atual.

Observadores debateram a ameaça para os EUA e seus aliados e sobretudo debateram sobre que resposta Washington pode fornecer diminuir a ameaça sem excluir sanções.

Para os aliados e vizinhos da região é importante também contribuir para os esforços de não-proliferação e, se necessesário responder a ações agressivas de Pjongyang.

O que se constata é que desta vez a crise parece ser mais perigosa e poderá ultrapassar a retórica bombástica. A crise toma forma em ameaças específicas como atacar Washington ou o Colorado Springs.

Por outro lado, alguns analistas consideram que a força militar da Coreia do Norte é largamente exagerade a realidade pode ser bem diferente. Numa plavara as capacidades nucleares de Pjongyang não convencem.

“Para mim o mais grave desta crise é que ela nos diz muito claramente que um detentor de armas nucleares, de mísseis com capacidade que a Coreia do Norte pretende, pode fazer gelar o sangue se as ameaças que temos ouvido fossen concretizáveis. Isso é preocupante”.

“O míssil Musudan, que se receava fosse lançado hoje, nunca foi levado a sério. Os norte-coreanos aparentemente dizem que está operacional, mas eles nunca o testaram verdadeiramente. Ninguém nos Estados Unidos, na Rússia, na Europa consideraria um míssil que nunca voou uma vez, como um sistema operacional. “

Em Washington o correspondente da Euronews conta:

“Os Estados Unidos têm um dilema. Secretário de Estado John Kerry expressou a vontade americana de voltar a envolver-se com a Coreia do Norte. O problema é que os norte-coreanos querem esta conversa à maneira deles. E isso acabará por ser aceite mesmo com um Estado com armas nucleares, e sem um papel importante da Coreia do Sul “.