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Tribunal alemão adia julgamento de célula neo-nazi

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Tribunal alemão adia julgamento de célula neo-nazi

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Estava tudo preparado em Munique. Mas o tribunal adiou para o dia 6 de maio o início do julgamento sobre uma série de homicídios de imigrantes atribuídos a um grupo neo-nazi. O facto de não estarem previstos lugares na sala de audiências para os jornalistas da Turquia, de onde eram oriundas oito das dez vítimas, fez com que o Tribunal Constitucional determinasse um novo processo de acreditação.

Segundo Celal Öczan, jornalista daquele país, “devia ter-se pensado, logo desde o início, no grande interesse que a imprensa turca tem em seguir este julgamento.”

Toda a Alemanha acompanha com muita atenção aquele que é um dos maiores processos envolvendo movimentos neo-nazis no pós-guerra. Katrin Göring-Eckardt, líder dos verdes alemães, afirma que o debate em torno dos jornalistas “deveria ficar por aqui, porque desvia do perturbante contexto emanado pelo terrorismo de extrema-direita e do sentimento de desconfiança que despertou.”

A figura central do julgamento é Beate Zschäpe, de 38 anos, acusada de orquestrar o homicídio de oito pessoas de origem turca, e ainda de um grego e de uma polícia alemã, entre 2000 e 2007.