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Boston: O dia seguinte

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Boston: O dia seguinte

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No dia seguinte às explosões, Boston tentava, dentro do possível, regressar à normalidade. O perímetro de segurança foi reduzido ao local do crime, junto à meta da maratona, onde as investigações prosseguem.

Centenas de pessoas reuniram-se, de forma espontânea, em vários pontos da cidade para prestarem homenagem às vítimas.

A América está angustiada por não saber o motivo dos ataques. O espectro do 11 de setembro volta a ensombrar a opinião pública.

Uma habitante de Boston, que era criança quando aconteceu o 11 de setembro, disse estar “destroçada” com os ataques na sua cidade.

As explosões já levaram as organizações das maratonas de Nova Iorque e de Londres a reforçarem as medidas de segurança.

Um alemão, que participou na prova de Boston, afirmou que “os atletas não devem deixar-se intimidar por este tipo de incidentes. O que aconteceu foi terrível e, infelizmente, pode voltar a acontecer. Mas estou confiante que seremos capazes de ultrapassar esta tragédia”, concluiu.

Mais de 170 pessoas, 17 das quais em estado grave, continuam internadas no hospital. O medo quer instalar-se e a segurança tornou-se omnipresente, mas são muitos os que não hesitam em afirmar que “é necessário continuar a sair à rua e a ter uma vida normal, porque a luta contra o terrorismo é uma prova de fundo”.

No dia a seguir às mortíferas explosões, Boston ainda tenta digerir o que aconteceu. Para muitos, terminou o período de calma, após o 11 de setembro e a sociedade americana volta a interrogar-se: porque é que somos tão odiados?