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Começou julgamento da fraude nas próteses mamárias PIP

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Começou julgamento da fraude nas próteses mamárias PIP

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Está aberto o processo que senta no banco dos réus 5 gestores da empresa francesa de implantes mamários PIP (Poly Implant Prothèse) que no ano passado esteve no centro de um escândalo mundial por produzir próteses não conformes.

Foi num tribunal de Marselha que pela primeira vez o fundador da empresa, Jean-Claude Mas, um antigo vendedor de bebidas e produtos de charcutaria, enfrentou algumas das mais de 5 mil vítimas.

Quiseram assistir à primeira sessão do julgamento cerca de 300 queixosas. “Fomos enganadas e esperamos que os médicos tomem conta de nós como deve ser. De certa forma pomos as nossas vidas nas mãos deles e depois acabamos por ser enganadas. É assustador, assustador”, diz uma mulher. “Eu sofri uma depressão muito forte. É muito difícil, especialmente depois de um cancro”, confessa outra.

Considerada a terceira melhor empresa do setor, a empresa PIP vendeu pelo menos 300 mil próteses no mundo inteiro. O fundador admitiu ter usado um gel “artesanal” impróprio. Pode ser condenado a uma pena máxima de 5 anos de prisão e pesadas multas.